- Nunca é difícil ter um começo, saber do que falar. Eu sempre tive a idéia certa do como começar, mesmo demorando um pouco, a imaginação fluía rapidamente, como se eu me encharcasse de poesia, mas não conseguisse marcá-la em papel. O que sempre foi difícil pra mim, a parte do final. Como terminar uma grande história? É tanta responsabilidade, escrever algo que entretem as pessoas, algo que elas falem "ISSO VALE A PENA SER LIDO, RELIDO E REPASSADO", é isso que eu mais quero. Poder encaixar cada começo que eu escrevo, com os devidos finais.
É como se cada palavra que flutuasse em minha cabeça, se afastasse dos pensamentos lógicos, tantas coisas em andamento ao mesmo tempo, que, difícil é escolher o caminho certo das letras arredondadas.
Me imagino encontrando uma porta escura, dentro do meu ser, colapsos de alegria surgindo, como se fosse a salvação do dilúvio, onde atrás da porta obscura e enferrujada, houvesse várias frases prestativas, que estariam dispostas a serem usadas como inspiração, de cada capítulo, dispostas a serem devoradas por leitores interessados e famintos por curiosidade.
O grande problema dos meios, é quando ele está preste a chegar ao fim, é tão difícil saber onde é o fim do meio, e o começo do fim, isso faz minha cabeça girar e apenas apagar por segundos, até voltar ao normal, sem lembrar de nada. Mas como eu disse, eu nunca fui boa com finais.

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